Índice

Acrópolis, do arquiteto alemão Franz Leo von Klenze (1784/1864) o qual foi o autor de importantes construções de estilo classista e de aspecto monumental.
164  A família é o alicerce da estrutura humana-
163  Paz no lar, paz no mundo-
162  Correio do Além-Túmulo — Mensagem de Fernando Querin Sichetti * — Continuação e fim da mensagem da publicação anterior
161  Volta, Jesus, que a coisa aqui tá braba!
160  Correio do Além-Túmulo ― Mensagem de Fernando Querin Sichetti (1) 

159  Um novo e grande sublime evento  
158  Correio do Além-Túmulo ― Mensagem de Miguel Elias Barquete IV (*)
158  Onde estava Deus?!
157  Correio do Além-Túmulo ― Mensagem de Miguel Elias Barquete III (*)
156  Do pacto Ciência-Religião
155  Correio do Além-Túmulo ― Mensagem de Miguel Elias Barquete II (*)
154  De mil passará, mas de 2012...
153 Correio do Além-Túmulo ― Mensagem de Miguel Elias Barquete ― I

152  Fernando Ben, médium do Bem 
151  Origem e transcendência do Natal 
150  Chave da vida
149  Recordando fraterna visita natalina
148  Hoje é uma coisa, amanhã...
147  O maior brasileiro de todos os tempos
146  Síndrome do apocalipse 2012
145  Natureza e paz conosco
144  Tem cego que não quer ver
143  Lá fora tem, gente... E como tem!
142  Acerca da integridade e transparência
141  Medo de cirurgia
140  Pensamento e Alma
139  Tenha santa paciência!
138  Escândalo que chocou a opinião pública
137  A mais notável das associações
136  Eles também são filhos de Deus
135  Uma década sem ele
134  Uma das forças mais importantes
133  Remédio contra a tristeza
132  Sonho que vira pesadelo
131  Considerações sobre a moral
130  O mais nobre e generoso dos atos
129  Mulher faz cesariana depois de morta
128  Sentimento sagrado
127  A tudo tudo seja grato
126  Um ser interexistente
125  Atração sexual, força criadora
124  Ser como as flores
123  Lição sobre fé
122  CID diz que obsessão é doença da alma
121  Felizes tempos de infância
120  Exímio bailarino
119  Traço que une dois mundos
118  Embora sozinho, continue...
117  Chico e o rei Roberto Carlos
116  Acerca da felicidade
115  Natal 2011
114  Trabalho com dignidade
113  Quem dera você fosse o Chico...
112  Sublime sentimento
111  Esmola, filantropia, caridade
110  Diga até breve em vez de adeus
109  “Dons mediúnicos” do Lorde
108  Acerca da esperança
107  Educar não é só instruir
106  Funcionário público do Além
105  Força da vida
104  Jamais existiram povos ateus
103  Envelheça com dignidade
102  Ladrão atencioso
101  Conceito sublimado de um sentimento
100  Carta revolucionária de um povo
99  A força irradiante do pensamento
98  Lembrança de um poeta
97  O verdadeiro sentido da vida
96  Mente saudável, corpo são
95  Chico e os gatos
94  Força renovadora
93  Comer o pão no suor do rosto
92  Não só de diversão
91  O "cineminha" de Chico
90  A mais importante das leis
89  Acerca do direito e do dever
88  A você, jovem
87  Relógio de precisão

86  Marcha do progresso
85  Cento e cinquenta e quatro anos de orientação consoladora
84  Seja alegre e otimista
83  Tempos de críticas e perseguições
82  Reencarnação, lei divina!
81  Ouvem, veem, e não entendem
80  Busque serenidade
79  Opinião de uma criança
78  Mudança de um modo de ser
77  Novas considerações sobre a morte
76  Agradecer sempre
75  Chico e o almoço em grande estilo
74  Donde surgiu a vida na Terra?
73  Adão, cadê você?

A família é o alicerce da estrutura humana

Davilson Silva-

A família resulta da união homem-mulher, ao se elegeram para a vida em comum, geralmente mediante formalidade de um contrato de consórcio permanente. Há mesmo necessidade de casamento? 
  

O sentido de Família vem desde os primórdios da Criação, na Terra, a começar dos micro-organismos, oriundos do protoplasma, matéria amorfa e viscosa, o embrião de todas as organizações do globo terrestre. Os organismos microscópicos deram início às primeiras manifestações no plano material da evolução. As células albuminoides, as amebas e todas as organizações unicelulares, independentes e espalhadas, propagavam-se rapidamente. Em águas mornas oceânicas da aurora dos elementares sinais de vida da Proterozoica (Era Proterozoica, período geológico cuja duração foi cerca de 4 bilhões de anos), elas se conservavam imersas.

Amebas primitivas multiplicavam-se para a vida, formando colônias, com o propósito da criação do grupo celular, de sorte que ensejavam os rudimentares ensaios no campo das relações entre seres da mesma genealogia. Era, portanto, o começo da gênese do progresso espiritual dos filhos de Deus, no planeta, o primeiro significado de evolução em conjunto.

Hoje nosso orbe é muito diverso do mundo da ideosfera da proto-história, do Oligoceno, de nossos remotíssimos ancestrais, os antropitecos, habitado por homens e mulheres aperfeiçoados geneticamente, inteligentes, dotados de livre-arbítrio. Ao se consorciar ao longo dos milênios, o ser humano necessitou gradativamente de uma base indispensável: o instituto conjugal; daí originou-se a estrutura social familiar. 

Especificações

Família é uma reunião de pessoas aparentadas que vivem, em tese, na mesma residência, composta de pai, mãe e filhos, indivíduos da mesma consanguinidade. Também quer dizer: conjunto de raças, grupo de seres de iguais caracteres, por uniões afins. 

Animal social, naturalmente monogâmico, o homem, através das épocas, agrupou-se, de acordo com a lei de sintonia e identidade, para sobreviver e perpetuar a espécie. Surgiram, assim, os clãs sociais. 

A família resulta da união homem-mulher, ao se elegeram para a vida em comum, geralmente mediante formalidade de um contrato de consórcio permanente. Há necessidade do casamento? Há. Sem este ajuste, a sociedade humana regrediria à condição dos animais. “O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos”, e “a extinção do casamento causaria o retrocesso à infância da Humanidade, ao colocar o homem abaixo de certos animais que lhe dão exemplo de uniões constantes” (questão 696, O Livro dos Espíritos). 

Benfeitores Desencarnados afirmaram que homens e mulheres apareceram no mundo com a incumbência de pôr em execução a sublime empresa do lar, levando a efeito  os  valores essenciais e intransferíveis, até se atingir o divino escopo de progresso universal. Como afirmou o Espírito Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, ou Chico Xavier: “A universidade poderá fazer cidadãos, mas apenas o lar pode edificar o homem”. 

Deus pensou em tudo, principalmente na concepção do instituto doméstico, visando, certamente, nobres expressões de sublimidade na Terra desde o início (*). Passou-se o tempo, estava instituída a salvaguarda da estirpe consanguínea, criados os anteparos de sua dependência, gerados os laços de família, as primícias desse pequeno universo global.

Idade Antiga e Idade Média


Os costumes mudaram sobremaneira, eis que surge no seio planetário uma das mais notáveis culturas da Antiguidade: a Civilização Helênica, império de Alexandre, o Grande. Neste verdadeiro cadinho de emulações, viu-se lamentável derrocada de anos de prosperidade pelo menoscabo da ideia de preservação da família. Desse aviltamento exclui-se Atenas cujas obrigações familiais, de sua jurisdição, ficaram sob a responsabilidade do Estado.

Já a educação dos filhos de romanos ficou a cargo dos patriarcas. Na Roma do passado, jubilosa e construtiva, mas também palco de crimes nefandos, de numerosos assassinatos e lúgubres espetáculos de carnificina, além da corrupção insofreável, a educação das gerações foi conduzida pelo patriciato. Em seguida, estes sistematizaram leis, possibilitando direitos e deveres à classe agrícola, militar, artística e popular.

A família sofreu sensível degradação na Idade Média por injunções dos príncipes da Igreja e dos senhores feudais. Eram tempos de obscurantismo... Mas, o futuro reservava grande perspectiva de restabelecimento ao núcleo familiar. Com a criação de regras mais justas, cujo objetivo era a dignidade da família, eméritos juristas e homens de letras elaboraram os códigos de direitos humanos e, aos poucos, foi se reorganizando a micro composição social, com vista ao respeito fraterno em prol da paz, da vitória do estímulo às virtudes e à educação.

No lar

Disse Emmanuel por Chico Xavier: “A família consanguínea, entre homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve”. Pai, mãe, filhos e demais dependentes são Almas comprometidas umas com as outras que volveram ao cenário de reaprendizado da existência, tais como alunos repetentes a recomeçar o ano letivo, a fim de trilhar exatamente, em conjunto, o  roteiro  complexo, delineado pelas antipatias e as desafeições das encarnações passadas.

O escritor e jornalista espírita Pedro de Camargo (Vinícius) escreveu:

O lar é também semelhante ao corpo humano. O marido é a cabeça, a mulher, o coração, os filhos e domésticos, os demais membros e órgãos. Tudo vai bem. O cérebro indaga, investiga, sonda, perscruta. O coração ama, sofre goza e perdoa. A vida é inteligência e é também sentimento, portanto depende do cérebro e do coração. A má função de um ou de outro compromete a saúde do corpo, destruindo o encanto do lar e, consequentemente, a alegria de viver. 

Figura o lar para o homem algo mais elevado – não diz somente respeito a abrigo e segurança, como para o irracional o resguardo na caverna ou na toca; a residência terrena é, sobretudo, o refúgio do Espírito... Mas nem todos os que nele se encontram vivem em paz e harmonia; nem sempre, em toda residência, há a alegria real, o amor, a tranquilidade. 

Há pais que não aturam filhos, mães complicadas, insensíveis e exigentes, filhos a detestá-los, duelos de irmãos inimigos, em vista de antipatias congênitas, afetando-se mutuamente, com as farpas mentais destrutivas da ira por ciúme ou por inveja, ou por ressentimentos incrustados nos escaninhos da mente. São as consequências de condutas passadas, indissolúveis, mesmo com o fenômeno da morte, cujas causas fizeram volver as mesmas criaturas à convivência imprescindível.

Os laços de sangue não criam necessariamente ligação entre pessoas. Não são os pais os responsáveis pela existência do Espírito filho ou filha. Pai e mãe apenas favorecem o corpo físico, a vida material. As uniões espirituais unem as criaturas, tornam-se fortes pela purificação nas múltiplas existências terrenas, perpetuam-se, enquanto as uniões apenas por interesses materiais se extinguem com o tempo, até na existência atual.

A família é o alicerce da estrutura humana, e sempre o será. Nem os mais pessimistas dos argumentos, nem os mais modernosos dos conceitos de devassidão sexual que ora vigem em nosso meio, tentando perverter as mentes juvenis, serão capazes de delir da face do planeta o item casamento-família, evento esse que até  hoje se verifica no seio dos atuais povos ditos incivilizados.

O Evangelho moral de Jesus de Nazaré solicita-nos bondade, honestidade, simplicidade e indulgência com o próximo. Ah! Sonhas com a paz e a harmonia entre os homens? Aperfeiçoa o teu jeito de ser. Apurando-nos intimamente, a Humanidade melhorará a começar dos que partilham conosco as provações redentoras, na convivência compulsória sob o mesmo teto.

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*Por ora, a realidade é outra – a sociedade sintetiza os grupos consanguíneos; se estes não vão bem, o todo social se recente haja vista, em nossos dias, o recrudescimento da violência, o problema dos menores infratores, a superlotação carcerária, a tragédia das drogas, do trabalho e da prostituição infantis, etc.

• CHILDE, V. Gordon. O que Aconteceu na História. 5. Ed. Rio: Zahar Editores, 1981.

• ENGELS, Friedrich. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. 5. ed. Rio: Civilização Brasileira, 1979.

• FRANCO, Divaldo Pereira. Estudos Espíritas. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB), 1987.

• KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. 80. Ed. Rio: FEB, 1998.

• VINÍCIUS. Em Torno do Mestre. 4. Ed. Rio: FEB, 1970.

• XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 12. Ed. Rio: FEB, 1997.          

• _____. Caminho, Verdade e Vida. Por Emmanuel. 12. Ed. Rio: FEB, 1986.

• _____. Luz no Lar. Emmanuel. 8. Ed. Rio: FEB, 1997.

• _____. O Consolador. Emmanuel. 10. Ed. Rio: FEB, 1997. Palavras de Emmanuel. Emmanuel. 10. Ed. Rio: FEB, 1984. Palavras de Emmanuel. Emmanuel. 10. Ed. Rio: FEB, 1984. Palavras de Emmanuel. Emmanuel. 10. Ed. Rio: FEB, 1984.

• _____. Palavras de Emmanuel. Emmanuel. 10. Ed. Rio: FEB, 1984.



Paz no lar, paz no mundo

Davilson Silva-

Paz, sinônimo de concórdia, de entendimento entre criaturas humanas, começaria essencialmente num reduto doméstico. Lar, esse bendito recesso da conjuntura consanguínea. 


Falando-se em paz, remetemo-nos logo a países sem lutas, sem violência e tumulto de toda a sorte. Há colóquios de paz pelo desarme de grandes nações que, vez por outra, acabam em insultos e ameaças, resultantes da falta de base do verdadeiro sentido de fraternidade. Entende-se também por paz o direito de se respirar em clima de perfeita quietude, longe dos demais transtornos da esfera social.

Paz, sinônimo de concórdia, de entendimento entre criaturas humanas, começaria essencialmente num reduto doméstico. Lar, esse bendito recesso da conjuntura consanguínea, significa sublime fonte da educação para o êxito dos valores morais e intelectuais ante os transes complexos da existência; se bem conhecidos e compreendidos, esses valores ajudam sobremaneira a criatura humana a superá-los. Em tese, lar é um espaço onde se dariam por princípio as primeiras noções de convivência proveitosa em prol de uma sociedade mais humana, fraterna, segura e justa.

Âmbito em louvor ao exercício da perfeita dignidade, cada núcleo doméstico se caracteriza pela conduta de seus membros. Quis Deus que, na ambiência familial, as virtudes conduzidas pela firmeza de caráter fossem levadas a efeito pela crença nos vínculos interpessoais saudáveis segundo lei do bem irrestrito, sobretudo em relação aos mais próximos, incluindo nesse bem qualquer ser vivo organizado, dotado de sensibilidade com ou sem movimento, afora o conjunto de condições peculiares e de influências atuantes em nosso meio ambiente. Quem de verdade ama a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo ama o ar que respira, rios, mares, plantas, animais.

Mais que um aglomerado de pessoas, o instituto de convivência foi para o auxílio em comum entre a parentela consanguínea. Sendo, ainda, importante grupo de reeducandos, lares terrenos deveriam ser primorosos recintos de nobre tradição moral com base na solidariedade e respeito fraternos entre os seus indivíduos.

Por isso, Deus, a eterna e suprema bondade, e justiça!, fez as criaturas associarem-se em regime de reparação através do meio palingenésico, tendo em vista o exercício da boa convivência em favor do progresso espiritual. Mas a família consanguínea, não se iluda, segundo o Espírito Emmanuel, “é formada de agentes diversos visto que nela se reencontram habitualmente afetos e desafetos para reajustes indispensáveis ante a lei do destino” (grifamos).¹ Cada lar representa a garantia da sobrevivência dos valores morais de interesse do próprio gênero humano, e não dá para estabelecer o bem em nossa sociedade sem essa garantia.

Filhos drogados, criminosos


Por exemplo, a gente se enche de dó ante lastimoso padecer de mães afligidas por filhos viciados em drogas leves ou pesadas, principalmente, se estes se transformaram em criminosos cruéis, alguns dos quais homicidas a partir da infância... Muitos infortúnios não ocorreriam, se certos pais combatessem desde cedo em seus filhos o princípio das más tendências: o orgulho, filho do egoísmo, “fonte de todas as misérias humanas”.² Cobrando explicação de si mesmos ou do Criador, é comum aquela patética e famosa pergunta: “Onde foi que eu errei?!” A maior parte de pais e mães considera filhos propriedade exclusiva e, ao colherem o que semearam, ou seja, a falta de respeito, a ingratidão, julgam-se os maiores “coitadinhos”...³

Concluindo, a paz entre as potências do mundo só será realmente obtida com base na fraternidade pura, com responsabilidade e respeito mútuos, sem restrição, e não apenas à custa de manifestações públicas, de gesticulações, exibições de símbolos, de cartazes e de anúncios na TV. Gente! Paz verdadeira não depende de eventos de caráter diplomático, nas mais das vezes sem nenhum efeito positivo, notabilizados por atitudes teatrais de sorrisos, abraços e apertos de mão para sair no noticiário. Não adianta: paz, exatamente, tem de começar primeiro em casa e ponto final.

Como vimos, lar não é apenas uma construção em certo espaço de terreno, limitada por paredes e tetos, com sala, quarto, cozinha, demais dependências e o carro na garagem... Quando nos referimos à família, não falamos de um grupo de pessoas do mesmo sangue, reunidas num mesmo endereço destinado a repastos, descanso e lazer, nem nos referimos a indivíduos que não costumam dirigir cumprimentos nem pedir licença, desculpas, um não sabendo onde o outro está, se volta cedo ou tarde, ou se não volta...

Fiquemos, portanto, com estas brilhantes palavras da veneranda Joanna de Ângelis, sublime especialista em ciência dos fenômenos psíquicos e do conjunto de reações da individualidade encarnada:
A Doutrina Espírita, atualizando a lição evangélica, descortina na família esclarecida espiritualmente a Humanidade ditosa do futuro promissor. Sustentá-la nos ensinamentos do Cristo e nas lições da reta conduta, apesar da loucura generalizada, que irrompe em toda a parte, é o mínimo dever de que ninguém se pode eximir.4 

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1 CÂNDIDO XAVIER, Francisco. Vida e sexo (pelo Espírito Emmanuel). Tradução Herculano Pires. 10. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB), 1988. Tema 2, p. 13.

2 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução Herculano Pires. 62. ed. São Paulo: Lake — Livraria Allan Kardec Editora, 2001. Cap. 11, item 11, p. 151.

3 _____. _____. Cap. 5.o, item 5, p. 73.

4 PEREIRA FRANCO, Divaldo. Estudos espíritas (pelo espírito Joanna de Ângelis). Rio: FEB, 1983. Tema 24, p. 175.

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Correio do Além-Túmulo — Mensagem de Fernando Querin Sichetti — Continuação e fim da mensagem da publicação anterior

Davilson Silva-

Fernando Querin Sichetti
Tudo é observado porque, me parece, os Espíritos, qual me acontece, que devem voltar à Terra, vivem mais no amanhã do que no hoje.

Explico-me, nesse ponto de minhas tarefas, porque o estudo sob minha responsabilidade inclui muito esforço de observação.

Nada, porém, me separa de seu amor e dedicação de meu pai e de minhas irmãs, não só porque o amor entre nós, mas porque, para continuarmos uma família, já trazíamos os fatores da afinidade e da compreensão recíprocas, obtidos e cultivados aqui na Vida Espiritual em que me encontro agora.

Das minudências do meu progresso, tudo está esquecido. Faço um esforço enorme para repetir os nomes dos companheiros que se achavam comigo quando fui intimado a voltar.

Você, querida mãe, pode avaliar como são diferentes os nossos processos de vivência. Isso reclama bastante trabalho de nossa parte e somente sucede com os filhos da Terra que se acolhem a estas paragens, com a vontade firme de evoluir e trabalhar.

Os que não querem serviço mental ficam, como aí acontece, na retaguarda, dependentes da beneficência de mentores afeiçoados à caridade e ao amor do próximo. E quero acrescentar que todas as pessoas que aí estudam e procuram penetrar na essência da vida, já entram aqui matriculadas nas escolas de progresso que nos aguardam.

É de se lamentar que tanta gente, que poderia chegar aqui em excelentes condições de trabalho e de estudo, se deixe amolecer, esperando que os fatos aconteçam para ver como é que ficam.

Este período em que não lhe pude dar notícias foi gasto, inteiramente, nas tarefas a que me impus. Nada disso, porém, afeta o amor e devo esclarecer que, quando me refiro a estudo, este estudo inclui o serviço de quem se dedica à prática do bem porque, seja amparando um doente ou vestindo uma criança necessitada, a pessoa, sem querer, embora esteja observando valores culturais de alta valia, porque saindo de si própria a fim de auxiliar alguém, já está caminhando para frente, em matéria de aprendizado.

Peço-lhe continuar entendendo o papai, que sente ainda muita dificuldade para aceitar o meu regresso à Vida Espiritual, quando a minha nova existência estava começando. A ele, o meu abraço extensivo à Cláudia e Flávia, queridas irmãs, e a todos os nossos que de momento eu não conseguiria lembrar.

Sei quanto vem lutando para equilibrar-se no setor da saudade que não se apaga, mas creia que estamos unidos cada vez mais. Pedindo a Deus por sua saúde e paz, encorajamento e alegria, com o meu beijo de gratidão e carinho em seu coração, sou o seu filho de ontem, de hoje e de sempre.

Fernando Querin Sichetti

Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 14 de maio de 1987, na reunião de Evangelho e psicografia no Grupo Espírita da Prece, Uberaba, Minas Gerais.

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Detalhes básicos a respeito do comunicante, já mencionados na mensagem da edição anterior

- Data da morte, local, motivo e outras informações ― faleceu em grave acidente de automóvel, quando cursava o 2.o Ano do Colégio Objetivo, em 20 de agosto de 1983.

- Pai e mãe ― Laurentino Roque Sichetti e Luíza Querim Sichetti.

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Parentes e amigos, etc., falecidos ou não, já citados 

1Avó Clotilde e avô Antônio ― a avó materna, falecida em 4 de maio de 1979, e o bisavô paterno falecido em 28 de agosto de 1944.  

2 - Cláudia e Flávia ― as irmãs de Fernando.

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• CÂNDIDO XAVIER, Francisco. Dádivas espirituais, espíritos diversos. 1. ed. Araras: Instituto de Difusão Espírita, 1994.

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Como se processava 

Chico Xavier, médium 
psicógrafo de segurança 

e precisão
Uma vez reconhecido o Espírito comunicante pelo modo de pensar, de escrever, pela caligrafia e assinatura, familiares, especialmente mãe e pai, confirmavam-lhe a autenticidade, inclusive confirmavam nomes de parentes falecidos, desde há muito tempo ou não, assim como nomes dos não-falecidos, isto é, os que o comunicante deixara no plano dos encarnados, todos referidos com absoluta exatidão. Intimidades domésticas, o conjunto mesmo de circunstâncias de que só os mais chegados têm conhecimento, como o desta mensagem, confirmavam-nas. Vale dizer que essas e outras particularidades eram completa e comprovadamente desconhecidas de Chico Xavier, cercado de centenas, de milhares de pessoas desconhecidas, vindas de diferentes lugares do país e até do exterior. Ele jamais exigia coisa alguma de quem quer que seja; sequer insinuava receber recompensa, obter algum tipo de reconhecimento, tampouco desejou fazer promoção de si próprio pela caridade espírita que prestava aos sofridos corações maternos. Uma pessoa amiga, o médico e biógrafo de suas obras, Elias Barbosa, falecido em 2011, por amor à causa da Doutrina dos Espíritos e a ele, Chico, é que saía em busca de confirmações do conteúdo das mensagens, daí vários livros sobre esse magnífico e amoroso trabalho. Vale dizer ainda que mensagens psicografadas pela mediunidade de Chico foram, durante treze anos, pesquisadas por um criminologista credenciado pelo Poder Judiciário, o professor Carlos Augusto Perandrea, de Curitiba, Paraná. Perandrea comprovou cientificamente, à luz da Grafologia, a autenticidade dos textos psicografados, recolhendo todo o material possível, escrito pelos falecidos, ou desencarnados, quando do tempo em que estavam neste mundo, o que motivou o cientista forense a escrever o livro: A Psicografia à Luz da Grafologia.

* * * * *
Palavras de Chico Xavier

“Bendita a nossa Doutrina de Paz e Amor que nos permite a felicidade do serviço constante.” (Chico Xavier, Mediunidade e Vida, Carlos A. Bacelli.) 

“Um livro de paz e fraternidade, compreensão e fé, segundo o nosso Caro Emmanuel, é sempre uma coleção de sementes de renovação e esperança que se entrega ao solo mental do mundo.” (Idem, ibidem.) 

Volta, Jesus, que a coisa aqui tá braba!

Davilson Silva-

Muitos acreditam que o ser humano, o mundo não têm mais jeito, que tudo está virado de cabeça pra baixo. Os crédulos literalistas da Bíblia têm certeza de que Jesus vai voltar, sem falarmos das expectativas que andam tendo em nossos irmãos alienígenas, os extraterrestres...


“Volta Jesus que a coisa aqui tá braba”, ouvi de uma pessoa aflita com o que vem acontecendo em nosso país. Não é pra menos! Ficamos estupefatos com tanta crueza e injustiça, com tanta violência contra crianças, idosos, mulheres, homossexuais, moradores de rua e outros. Que crimes bárbaros! E a sensação de impunidade de políticos desonestos, de todo o tipo de criminoso? (Pelo menos os daqui do Brasil.)

Muitos acreditam que o ser humano, o mundo não têm mais jeito, que tudo está virado de cabeça pra baixo. Os crédulos literalistas da Bíblia têm certeza de que Jesus vai voltar, sem falarmos das expectativas que andam tendo em nossos irmãos alienígenas, os extraterrestres...

Deus concebeu o cosmo, o micro e o macrocosmo com absoluto amor e perfeição. Para o infinitamente perfeito, todos nós, sem exceção, caminhamos — recordemos a Parábola da Ovelha Perdida.¹ Justo e bom, Ele dá a todos oportunidade de conquista do ser absoluto, através das diversas estações, no infinito, pelo processo reencarnatório (rejeitar tal princípio, é rebaixar Deus, assemelhando-O ao homem iníquo, cruel e opressor).

O Espírito tem em si o impulso do progresso. A existência terrena, de uma forma ou de outra, instiga-o a progredir, por isso, o nosso planeta é um lugar apropriado para o aperfeiçoamento das criaturas encarnadas e desencarnadas. 

Nada definitivamente se acaba, volta para o nada

Deus sempre aspirou a grandeza e prosperidade da Sua Obra. Nada volta para o nada, coisa alguma se acaba, acontece por acaso, e quando ocorre uma grande destruição, resulta em grandes benefícios; pelas catástrofes, chega-se a um novo e perfeito estágio das coisas, pois, na Natureza, elementos animados e inanimados renascem para prosseguirem de novo; “nada se perde, tudo se transforma”, conforme um célebre químico francês.

 Exprimiu Santo Agostinho:

Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na Natureza.²

A Terra já esteve em situação inferior

A Terra já foi muito mais ínfera, material e moralmente falando. Hoje, o nosso planeta atravessa mais um dos seus períodos de mudança: de provas e expiações a de mundo regeneração. Veja bem, “mundo de regeneração”, e não de regenerados, ainda! 

Portanto tudo obedece a incessante avanço. A humanidade tem jeito, sim, e o planeta não está de cabeça pra baixo, não. Nem todos os seres humanos são maus, e não adianta contar com a vinda Jesus, com os ETs ou com quem quer que seja. Jesus já veio e fez a Sua parte, os nossos irmãos bem-intencionados de outras galáxias podem até nos dar uma mãozinha, mas não podem interferir em problemas milenares de reforma moral-espiritual individual e coletiva dos “ETs” daqui, os que aqui se demoram encarnando e desencarnando. E aí? Estamos fazendo a nossa parte?! Veja, “Bem-aventurados os mansos e pacíficos porque possuirão a Terra”³ não foi dito à toa, e que lugar é esse, referido por Jesus, a não ser o “planeta de regeneração”?

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¹Mateus, 18 12-14  e Lucas, 15, 3-7.

²KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução José Herculano Pires. 58. ed. São Paulo:  Lake — Livraria Allan Kardec Editora, 2001. Capítulo 2.o, item 19, p. 59.

³____. _____. O livro dos espíritos. Trad. J. H. Pires. 62. Ed. São Paulo: Lake, 2001. Cap. 9.o, item de 1 a 5, p. 127.