Volta, Jesus, que a coisa aqui tá braba!

Davilson Silva-

Muitos acreditam que o ser humano, o mundo não têm mais jeito, que tudo está virado de cabeça pra baixo. Os crédulos literalistas da Bíblia têm certeza de que Jesus vai voltar, sem falarmos das expectativas que andam tendo em nossos irmãos alienígenas, os extraterrestres...


“Volta Jesus que a coisa aqui tá braba”, ouvi de uma pessoa aflita com o que vem acontecendo em nosso país. Não é pra menos! Ficamos estupefatos com tanta crueza e injustiça, com tanta violência contra crianças, idosos, mulheres, homossexuais, moradores de rua e outros. Que crimes bárbaros! E a sensação de impunidade de políticos desonestos, de todo o tipo de criminoso? (Pelo menos os daqui do Brasil.)

Muitos acreditam que o ser humano, o mundo não têm mais jeito, que tudo está virado de cabeça pra baixo. Os crédulos literalistas da Bíblia têm certeza de que Jesus vai voltar, sem falarmos das expectativas que andam tendo em nossos irmãos alienígenas, os extraterrestres...

Deus concebeu o cosmo, o micro e o macrocosmo com absoluto amor e perfeição. Para o infinitamente perfeito, todos nós, sem exceção, caminhamos — recordemos a Parábola da Ovelha Perdida.¹ Justo e bom, Ele dá a todos oportunidade de conquista do ser absoluto, através das diversas estações, no infinito, pelo processo reencarnatório (rejeitar tal princípio, é rebaixar Deus, assemelhando-O ao homem iníquo, cruel e opressor).

O Espírito tem em si o impulso do progresso. A existência terrena, de uma forma ou de outra, instiga-o a progredir, por isso, o nosso planeta é um lugar apropriado para o aperfeiçoamento das criaturas encarnadas e desencarnadas. 

Nada definitivamente se acaba, volta para o nada

Deus sempre aspirou a grandeza e prosperidade da Sua Obra. Nada volta para o nada, coisa alguma se acaba, acontece por acaso, e quando ocorre uma grande destruição, resulta em grandes benefícios; pelas catástrofes, chega-se a um novo e perfeito estágio das coisas, pois, na Natureza, elementos animados e inanimados renascem para prosseguirem de novo; “nada se perde, tudo se transforma”, conforme um célebre químico francês.

 Exprimiu Santo Agostinho:

Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na Natureza.²

A Terra já esteve em situação inferior

A Terra já foi muito mais ínfera, material e moralmente falando. Hoje, o nosso planeta atravessa mais um dos seus períodos de mudança: de provas e expiações a de mundo regeneração. Veja bem, “mundo de regeneração”, e não de regenerados, ainda! 

Portanto tudo obedece a incessante avanço. A humanidade tem jeito, sim, e o planeta não está de cabeça pra baixo, não. Nem todos os seres humanos são maus, e não adianta contar com a vinda Jesus, com os ETs ou com quem quer que seja. Jesus já veio e fez a Sua parte, os nossos irmãos bem-intencionados de outras galáxias podem até nos dar uma mãozinha, mas não podem interferir em problemas milenares de reforma moral-espiritual individual e coletiva dos “ETs” daqui, os que aqui se demoram encarnando e desencarnando. E aí? Estamos fazendo a nossa parte?! Veja, “Bem-aventurados os mansos e pacíficos porque possuirão a Terra”³ não foi dito à toa, e que lugar é esse, referido por Jesus, a não ser o “planeta de regeneração”?

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¹Mateus, 18 12-14  e Lucas, 15, 3-7.

²KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução José Herculano Pires. 58. ed. São Paulo:  Lake — Livraria Allan Kardec Editora, 2001. Capítulo 2.o, item 19, p. 59.

³____. _____. O livro dos espíritos. Trad. J. H. Pires. 62. Ed. São Paulo: Lake, 2001. Cap. 9.o, item de 1 a 5, p. 127.  

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